sexta-feira, 13 de abril de 2012

QUADRO E GIZ, ATÉ QUANDO?

A história da educação aponta numa perspectiva diacrônica a sinalização de diversos instrumentos necessários à práxis educativa. Nessa, citam-se as tecnologias da informação e comunicação, porém ainda presenciamos práticas semelhantes às apresentadas nas páginas amareladas de livros de edições já gastas com a ação temporal.
Desde a década de 1980, conforme a professora Maria Elizabeth Bianconcini Almeida há uma preocupação com a formação de docentes para que esses incorporem às suas ações em sala de aula o uso das tecnologias. Considerando a fala da autora nota-se que existe uma contradição entre o real e o ideal, pois em muitas escolas ainda não são vistas com efetividade ações voltadas para o uso das tecnologias. Mesmo que se viva numa sociedade informatizada muitos docentes ainda não fazem uso delas, por exemplo, a resistência quanto à informatização dos diários escolares e o não uso cotidiano dos laboratórios de informática das escolas públicas estaduais pelos professores e alunos.
O fato de parte dos docentes resistirem à presença das tecnologias na escola está no mito de que elas vieram para tomar o espaço ocupado pelo homem. Na contramão a essa defasada opinião, pode-se afirmar que o uso das tecnologias possibilita uma melhor aprendizagem dos alunos, não cabendo mais a crença na ideia de que inovar não é preciso. No início do século XX, Fernando Pessoa, modernista português, dizia em um dos seus clássicos poemas que “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Sendo essa acepção em tempos de internet mais afirmativa e precisa que antes.
Portanto, os tempos mudaram, dividindo opiniões, pois de um lado pode-se afirmar que quadro e giz são recursos que limitam a potencialidade dos alunos que anseiam por criar, por inovar, viver o seu tempo e não reduzidos a uma capacidade néscia por medo da inovação. Do outro que o uso desses recursos depende obrigatoriamente de um planejamento adequado dos docentes para a otimização da aprendizagem. Nesse sentido, capacitar-se é palavra de ordem para a construção de mentes ativas e brilhantes, sem medos e arcaísmos reducionistas.



REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini. Tecnologias trazem o mundo para a escola. Disponível em . Acesso em 23.mar.2012, às 17h e 20min.


TECNOLOGIA NA SOCIEDADE, NA VIDA E NA ESCOLA. Disponível em < http://eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mod86886/unidade%201/pg1.html>. Acesso em 23.mar.2012, às 17h e 45min.


TORRALVO, Izeti Fragata; MINCHILLO, Carlos Cortez. Linguagem em movimento: Língua Portuguesa. 1. ed. Vol. I. São Paulo: FTD, 2010.

Nenhum comentário:

Postar um comentário