sábado, 23 de junho de 2012

TRANSFORMANDO A ESCOLA NUM LOCAL DE PRODUÇÃO DE MÍDIAS: Relato visual do projeto


          As mídias como ferramentas pedagógicas possibilitam ao professor e ao aluno a tão sonhada autonomia no processo de aprendizagem dos últimos. Porém, mesmo diante dessa possiblidade apontam-se dificuldades como o domínio das mídias pelo professor e pelo aluno, insuficiência das mídias em relação ao contingente de alunos atendidos pela escola e a experiência dos atores envolvidos na produção das mídias. Ainda assim, é possível realizar uma atividade com qualidade e participação ativa dos alunos, basta que o professor planeje adequadamente a atividade.
          A união entre as propostas de trabalho entre o projeto e o currículo formal presente na escola possibilitou que os alunos envolvidos pudessem integrar as mídias impressa e digital na atividade final do projeto “Trabalhando o gênero jornalístico em sala de aula: leitura e interação através do jornal impresso na 1ª e 2ª séries do ensino médio no Centro de Ensino Estado do Ceará em Bacabal – MA” e as tipologias textuais – narração e descrição. O projeto iniciado em maio começou com a leitura das notícias quando levei os jornais para a sala de aula e solicitei que os alunos lessem as manchetes do jornal e selecionassem para ler àquela que mais chamou a sua atenção. Após essa atividade, ministrei uma aula expositiva sobre a composição e história do jornal na sociedade.
         Para não deixar de lado os conteúdos apresentados no currículo formal referentes ao ensino de gramática e literatura, procurei planejar as aulas de modo que elas pudessem ser contempladas tendo como base as matérias contidas nos jornais e assim dei continuidade ao estudo da linguagem formal, figuras de linguagem, ortografia e acentuação gráfica e dos gêneros literários, em especial os narrativos. Quanto à produção textual, que era onde estava inserida a temática do trabalho, reservei duas horas semanais da carga horária para a leitura e discussão dos gêneros textuais apresentados e produção de textos considerando também o gênero e tipologia textual.
        A opção pela mídia impressa se deu em razão de os computadores do laboratório de Informática não estarem todos em funcionamento, pois das 10 máquinas apenas 4 estavam em condições de uso, fato que inviabilizou levar aproximadamente 40 alunos para aulas no referido ambiente. A princípio as leituras foram individuais, depois passei a reunir os grupos por meio da identificação com os gêneros e tipologias textuais.
        Depois de realizadas a maioria das atividades planejadas e escritos alguns textos mediante o que estava contido no projeto o conteúdo proposto no currículo formal foi “Fábulas e Apólogos”, “narrativas de conteúdo moralizante, oriundas da tradição oral, usa animais como personagens, narrativas curtas, linguagem formal, com público infanto-juvenil e adulto, que pode circular em qualquer meio – impresso ou virtual” (CEREJA & MAGALHÃES, 2010). Então, pensou-se na produção de vídeos e apresentação em slides feitos de modo artesanal usando as câmeras de celulares ou câmeras digitais e/ou no caso dos últimos usando o Movie Makers ou o Power Point.
        Para a culminância pretendia-se inicialmente um seminário para a apresentação dos textos produzidos pelos alunos. Porém com a sugestão dada no Módulo 4 do curso “Ensinando e Aprendendo com as TICs” – produção de vídeos e fotos, levei a sugestão para os alunos da 1ª série, turmas “D, E e F”. Os alunos envolvidos gostaram da sugestão e dentre as fábulas lidas, notícias e gêneros textuais produzidos resolveu-se fazer releituras em slides com fotos associadas às histórias em quadrinhos e vídeos da fábula “A cabra e o asno”, de Esopo, escritor grego que viveu no século VI a.C., considerado o pai das fábulas como gênero literário. Os resultados das produções dos alunos foram satisfatórios e alguns trabalhos selecionados por mim e com o consentimento dos mesmos foram depositados no youtube e podem ser visualizados nos links que seguem: http://www.youtube.com/watch?v=1ZeXhbX7_tc&feature=youtu.be e
         Portanto, a produção de mídias pode ser uma estratégia utilizada na escola e depende apenas de planejamento, sendo uma oportunidade para o desenvolvimento da percepção, capacidade imaginativa e criacionista dos alunos. Não importa, se os alunos dominam mais a mídia que o professor, os primeiros são “nativos digitais”, os últimos não, o fundamental e orientar os alunos a produzirem e participarem ativamente da construção do conhecimento. Além disso, com uma boa ideia na cabeça, criatividade, imaginação e uma câmera na mão é possível que sejam reescritos textos clássicos, como as fábulas de Esopo.

REFERÊNCIAS

CEREJA, William Roberto & MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português Linguagens: literatura, produção de texto e gramática. Volume 1. 7. ed. reform. São Paulo: Saraiva, 2010.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

PRODUTOS DO PORTAL DO PROFESSOR

PRODUTOS E OBJETOS DO PORTAL DO PROFESSOR



             O primeiro vídeo que eu assistir foi o “Gazeta”, vídeo produzido para o Programa Mais Educação, criado e animado por Leandro Ferreira. O vídeo tem duração de um minuto e trata da origem da palavra “gazeta”. Ele se encontra disponível nos seguintes endereços: Portal do professor e youtube, respectivamente: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=11655 e
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&feature=related&hl=pt&v=1BYmOMCnCDA
             O segundo recurso que visualizei foi o material do programa “Recriando o repente”, documentário apresentado no Programa Sala de Professor, do Salto para o Futuro, da série “Poetas do repente”, exibida pela TV escola. A princípio pensei que o link me levaria para um vídeo, mas ele nos leva para o material impresso do projeto “Ritmo e imagem”, o qual pode ser lido e impresso especialmente pelos professores de Literatura, especialmente quando se trabalha os conceitos de rima e metrificação. Para acessar o material basta fazer o download do recurso. O link da aula no Portal do professor é:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=37725
             O terceiro e último recurso didático foi o áudio dos poemas “Frieza, Tortura, A minha dor e A noite desce”, da escritora modernista portuguesa Florbela Espanca, narração do ator, autor de novelas e ex-apresentador de TV, Miguel Falabella. No Portal do professor o link da aula é:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=16708 e do recurso:
http://www.box.net/encoded/6030296/55558484/3918f523535ce115627f47116ad51034
              Então, acessar ao Portal do professor é fazer uma viagem por um mundo de possibilidades e variedade de recursos didáticos necessários à melhoria da prática educativa. Porém, se não houver nenhuma familiaridade com a navegação em ambiente virtual o navegante poderá perder-se. Também é necessário que os programas de visualização de vídeos ou adequados ao áudio estejam devidamente instalados na sua máquina, caso contrário os recursos desejados não serão abertos.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

O ESPAÇO DO DIÁLOGO NA SALA DE AULA: um choque entre proposições pedagógicas

Rubenil da Silva Oliveira


A sala de aula é um espaço aberto e, por isso toda a heterogeneidade nela deve ser acolhida e respeitada. Há tempos, um aluno sequer poderia emitir a sua opinião sobre o quê trabalhar e como trabalhar. O currículo já estava pronto e era uma rota estática, impossível de ser alterada, a metodologia era determinada pelo docente, pois ele tinha o domínio do conhecimento e o aluno, um ser passivo e obediente.

Pierre Bourdieu alega no livro “O poder simbólico: uma introdução à sociologia”, que “a cultura dominante contribui para a integração real da classe dominante”, analisando pela bourdieuana a escola serviria somente para a integração elitista, descartando todos os seres não pertencentes à referida classe social. Por outro lado, Lev Vigotsky no seu estudo acerca da interação, admite que todo indivíduo colocado em interação com os saberes podem ascender socialmente.

Considerando tais aportes teóricos, os professores Rubenil da Silva Oliveira (Língua Portuguesa), Cleidimar Ribeiro (História), ambos do turno vespertino do CE Estado do Ceará e o acadêmico Elias do 2º período do Curso de Licenciatura em Ciências Humanas, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), bolsista do Programa de Iniciação à Docência (PIBID). Preocupados com o baixo rendimento dos alunos no 1º período letivo resolveram ouvir as diversas vozes dos alunos matriculados na 1ª série do ensino médio, turmas (E e F), a fim de identificar os problemas que refletem sobre a aprendizagem e a partir daí elaborar um novo planejamento que agregue a opinião dos alunos.

O foco inicial era motivar os alunos a apresentarem suas opiniões sobre as aulas, professores e a escola. Para isso, os agentes elaboradores da experiência reuniram as duas turmas no auditório da escola, onde foram exibidos vídeos motivacionais, dentre eles “O poder da visão”, “Vida Maria”, “Quem mexeu no meu queijo” e “Desafiando gigantes”, todos disponíveis no site do youtube, músicas como “Another brink in the wall”, de Pink Floyd e “Pais e filhos”, da banda Legião Urbana e textos motivacionais, por exemplo. “O aprendizado”, de Willian Shakespeare e “Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...”, de Luís Fernando Veríssimo. As exibições dos vídeos e leituras dos textos foram intercaladas pela discussão sobre o conteúdo dos mesmos e a importância de o aluno motivar-se para aprender eficazmente e assim modificar a sua vivência.

Com essa atividade notou-se que muitos alunos estão ávidos por conhecimento, mas muitas vezes a escola mostra-se mais preocupada com o currículo que tem de ser cumprido à risca do que com a pessoa que aprende. Desse modo, a escola representa bem o papel de aparelho ideológico do Estado, como presente na teoria de Louis Althusser, seguindo ainda a visão de Bourdieu contida no livro “O poder simbólico”. Fato que reflete o descontentamento dos alunos diante do currículo que lhes é ofertado de forma impositiva.

A partir das discussões constatou-se que quando se pensa numa escola onde o aluno seja sujeito e não objeto da aprendizagem é necessário que ele seja escutado. Portanto, esse foi apenas o primeiro passo e, de agora em diante todas as considerações feitas pelos alunos serão respeitadas no planejamento dos professores envolvidos e, ainda pretende-se agregar outros professores a essa ideia.






ESTADO DO MARANHÃO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SECRETARIA ADJUNTA DE ENSINO
SUPERINTENDÊNCIA DE EDUCAÇÃO BÁSICA
SUPERVISÃO DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS
CURSO: TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO – ENSINANDO E APRENDENDO COM AS TICS
TUTORA: EDINALVA ARAÚJO DOS SANTOS
CURSISTAS: RUBENIL DA SILVA OLIVEIRA; SOLANNA CRISTHINA MENDES NÓBREGA


TRABALHANDO O GÊNERO JORNALÍSTICO EM SALA DE AULA: leitura e interação através do jornal impresso na 1ª e 2ª série do ensino médio no Centro de Ensino Estado do Ceará em Bacabal – MA.


1 JUSTIFICATIVA

O presente projeto tem como tema “Trabalhando o gênero jornalístico em sala de aula: leitura e interação através do jornal impresso”. A opção por esse tema se deve ao fato de que o jornal impresso traz vários gêneros textuais no seu interior. Além disso, nota-se que a maioria dos alunos matriculados no ensino médio não lê jornais impressos, fator esse que contribui para a não associação da forma escrita com os gêneros textuais exigidos no currículo escolar atual de Língua Portuguesa.

O surgimento da Linguística Textual possibilitou a inserção da prática de leitura de textos diversos como instrumentos de busca do conhecimento, da informação, da solução de problemas e entretenimento. Nesse sentido, um dos instrumentos mais completos é o jornal impresso, uma vez que ele traz muitos gêneros textuais que perpassam as modalidades clássicas como a narração, a descrição e dissertação. Por isso, Marcuschi (2008, p. 160) afirma que os gêneros textuais, “são atividades discursivas socialmente estabilizadas que se prestam aos mais variados tipos de controle social e até mesmo ao exercício de poder”.

Considerando o pensamento do linguista pode ser afirmado que quando trabalhada a leitura e interação do aluno com os diversos gêneros textuais possibilita-se a este a oportunidade de exercitar o domínio sobre a linguagem e comunicação, pois quando se lê e se escreve consegue-se ultrapassar os limites da oralidade e atingir um maior número de pessoas. Lembrando ainda que os gêneros textuais têm sua materialidade no desenvolvimento das diversas situações de interação praticadas pelo homem no seu cotidiano.

Daí a opção por usar o jornal impresso como mídia potencializadora do trabalho com os gêneros textuais na sala de aula. Além disso, a escolha da mídia impressa se deve ao fato de que o laboratório de Informática no momento ter somente quatro máquinas em condições de uso e as turmas terem mais de 30 alunos, fato que inviabiliza o trabalho com a mídia computador tendo o aluno como foco principal.

O domínio discursivo presente nas diversas situações sócio-comunicativas como defendido por Bakhtin (1994) e Marcushi (2008) se refere especialmente aos espaços onde se determina a produção de textos e a circulação dos mesmos. Desse modo, a leitura oportuniza ao educando a interação com o texto. Tomando por base esse binômio tem-se como resultante o conhecimento sobre a diversidade de gêneros textuais presentes nos jornais impressos, pois é só por meio dessa que os alunos são capazes de aprender as características dos diferentes gêneros textuais e assim atenderem melhor aos objetivos educacionais pretendidos no ensino de língua materna, por exemplo, que os alunos da 1ª e 2ª série do ensino médio leiam e escrevam os diversos gêneros textuais.

Portanto, usando o jornal impresso como material de leitura em sala de aula, pode-se a partir dele trabalhar a produção escrita de novos textos obedecendo às características do texto jornalístico. Por essa infinidade de gêneros contidos no jornal é que se optou por usar essa mídia. Depois de realizadas as etapas de leitura e interação com o texto jornalístico acontecerá à etapa de produção dos textos e, por último, ocorrerá a culminância com a apresentação dos textos produzidos.


2 OBJETIVOS

2.1 Objetivo geral


• Conhecer a diversidade de gêneros textuais contidos no jornal impresso.

2.2 Objetivos específicos


• Apresentar a variedade de gêneros textuais contidos no jornal impresso;
• Mostrar as características dos gêneros textuais jornalísticos;
• Ler a diversidade de textos explícitos no jornal impresso;
• Produzir textos diversos baseados nos gêneros textuais jornalísticos.


3 MARCO TEÓRICO


Para Marcushi (2008, p. 19), os gêneros textuais contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do cotidiano. São entidades sócio-discursivas e formas de ação social incontornáveis em qualquer situação. Todavia, mesmo apresentando alto poder preditivo e interpretativo das ações humanas em qualquer contexto discursivo, os gêneros não são instrumentos estanques e enrijecedores da ação criativa. Caracterizam-se como eventos textuais altamente maleáveis, dinâmicos e plásticos. Surgem emparelhados a sociedades e atividades socioculturais. Isto se deve ao fato de que os gêneros textuais estão ligados a esferas de circulação.

Com o surgimento da imprensa de Gutemberg chegou-se à popularização do gênero escrito e, mesmo depois de mais de cinco séculos nem todos os indivíduos se tornaram leitores e/ou produtores de textos escritos, visto que na fala se produz textos a todo o momento. Por isso, João Wanderley Geraldi (2010) apud Luiz Percival Leme Britto (2011, p. 31) afirma que:



Aprender a escrever traz dificuldades específicas. Escrever nunca é só um processo simples de transcrever a fala para a escrita ou traduzir as palavras faladas em signos escritos. [...] O principal problema da escrita é tornar-se consciente de seus próprios atos. Escrever significa conscientizar-se da sua “fala”, prestar atenção aos recursos linguísticos mobilizados ou mobilizáveis segundo o projeto de dizer definido para o texto em elaboração. [...] Nos textos aparecem todos os problemas que podem ser enfrentados no campo da linguagem: os sentidos e as formas comuns e inusitadas de expressá-los. A atenção ao acontecimento pode chegar ao detalhe do linguístico no seu sentido estrito.





Observando o excerto nota-se que a produção dos gêneros textuais escritos é dificultada por não representar apenas a concepção de linguagem como pensamento, mas por sua funcionalidade numa interação sócio-comunicativa. Essa funcionalidade exige do produtor de texto a apresentação dos fatores linguísticos, os quais são a coesão e a coerência e os fatores pragmáticos da textualidade, os quais são: intencionalidade, aceitabilidade, situacionalidade, informatividade e intertextualidade. A não demonstração desses fatores demonstra a não apreensão dos conteúdos pelo aluno (COSTA VAL, 2004).

Ler a escrita contemporânea é tão necessário quanto aprender a ler e escrever as palavras. Isso reforça a ideia de que a escrita alfabética é apenas uma dentre a multiplicidade de sistemas que temos hoje. Assim, o conceito de alfabetização amplia-se para que se possa ler não só as palavras, como também as imagens e os sons que muitas vezes acompanham as imagens. O analfabeto, hoje, não é aquele que não sabe ler a palavra escrita, mas o que compreende os textos do seu contexto social.

Como a textualidade tem sido concebida apenas como organização verbal, pouco tem sido percebido da expansão da escrita e de seus produtos; não se entende o texto como a combinação de diferentes códigos, como um produto híbrido: um produto em aberto, em expansão, sendo tecido. Seguindo essa perspectiva, necessita-se de um olhar mais atencioso para o movimento dos gêneros na cultura contemporânea (MACHADO, 1999).

Para compreender que a escrita sofre um processo de expansão é necessário que se perceba que a cultura evolui e ainda assim o texto impresso continua sendo a principal fonte de leitura nas escolas, pois os textos são constituídos por diversos sistemas semióticos, interconectados, em constante diálogo, num crescente processo de experimentação, transformação e expansão. Respeitando essa característica dos gêneros textuais impressos, Machado (1999, p. 41) afirma que:

Chamamos a atenção para o fato de que a expansão da escrita por campo de cobertura – a escrita tipográfica, a eletrônica – tem sido, nos últimos tempos, muito maior do que a sua expansão por campo de sentidos: a escrita está espalhada em muitos suportes e sendo divulgada para diferentes lugares, mesmo que não tenhamos condições de lhe atribuir sentidos mais consistentes. Além disso, desconhecemos de que modo ela vem se organizando e se estruturando e, como sabemos, a velocidade dos deslocamentos é avassaladora. Assim sendo, se pretendemos ter alguma influência sobre nossa próxima escala, é melhor avançarmos no campo dos sentidos que, por sua parte, ocorre tanto no momento de interpretação daquilo que se comunica quanto no processo de emissão do que se pretende comunicar.

De acordo com Machado o desenvolvimento de competências para a construção de significados partilhados pressupõe o desenvolvimento da capacidade metalinguística de produção da linguagem, ou seja, a percepção das possíveis traduções entre os sistemas semióticos. Quando os sistemas entram em conexão, eles não se anulam, mas se reelaboram, se expandem: eles co-evoluem. Desse modo, pode-se ressaltar ainda que a concepção de linguagem enquanto interação como atividade mediadora entre a língua e seus usuários cria condições propícias ao surgimento de uma linguística do discurso, ou seja, que se ocupa das manifestações linguísticas produzidas por indivíduos reais em situações concretas, sob determinadas condições de produção – cujo objetivo é descrever e explicar a interação humana por meio da linguagem.

A evolução dos sistemas de ensino e consequentemente da didática são vistos como a base para o desenvolvimento da sociedade em geral. Essa evolução começou com o surgimento dos recursos facilitadores do ensino e da aprendizagem. Neste sentido, a produção de textos pelos professores e alunos se torna uma excelente oportunidade de eles obterem contato com a matéria de aprendizagem, neste caso com o texto jornalístico enquanto gênero textual presente no currículo proposto para a 1ª e 2ª série do ensino médio. Por isso, a tendência destes se ampliarem, pelos seus benefícios na produtividade e a acessibilidade econômica na aquisição destas soluções, visto que quando são citadas as escolas públicas por uma questão absolutamente cultural a maioria não tem acesso ao gênero jornal.

Ao pensar a questão do gênero jornal no âmbito da sala de aula com o propósito da leitura e interação do aluno com a mídia impressa. Busca-se a produção de novos textos usando os apresentados como suportes, enfatizando meios que incluam uma análise dos contextos de produção, não somente nos seus aspectos tipológicos e linguísticos. Mas também nos seus aspectos sociais, históricos e culturais, para se chegar à reconstrução dos sentidos dos textos, por meio do uso dos próprios gêneros.

Espera-se que esse projeto possa contribuir para uma reflexão dos docentes e gestores da escola acerca da relação com a mídia impressa, como principal fonte de leitura dos nossos alunos e as práticas de escrita, relação essa que, embora ainda seja pouco estudada, pode nos ajudar a entender melhor o modo como às práticas de produção textual podem ser trabalhadas no contexto escolar quando usada a mídia impressa como aliada.

Portanto, ressaltamos aqui a importância de expandirmos pesquisas empíricas que contemplem o texto jornalístico e suas múltiplas possibilidades de (re)construir significados por meio da mídia impressa. Isso talvez torne possível promover um (re)pensar, e até uma redefinição, sobre as nossas teorias e práticas que compõem a comunicação humana.



4 METODOLOGIA

           A metodologia a ser aplicada neste projeto terá como base a igualdade do conhecimento dos alunos em Língua Portuguesa, buscando um melhor aperfeiçoamento da linguagem escrita e domínio da mídia impressa.

4.1 Identificação da escola

            O projeto será aplicado no Centro de Ensino Estado do Ceará, localizado à Rua Magalhães de Almeida, 808, Centro, em Bacabal – MA. A clientela a que se destina são os alunos matriculados na 1ª e 2ª série do ensino médio, do turno vespertino. E, ainda o tempo previsto para a realização do projeto será de 15 de maio a 28 de junho de 2012. As atividades serão desenvolvidas em sala de aula usando os gêneros textuais impressos e ainda incentivando a produção escrita de novos textos.

4.2 Atividades a serem desenvolvidas

            A execução do projeto se dará em quatro etapas: Seleção dos jornais impressos a serem levados para a sala de aula para leitura dos alunos; Aulas expositivas sobre os gêneros textuais apresentados nos jornais, dentre os quais se apresentam o editorial, artigo de opinião, notícia, charge e cartoon, horóscopo, crônica, propaganda, classificados e cartas; Leitura do jornal impresso em sala de aula e; Produção de textos com base nos gêneros textuais lidos pelos alunos e apresentados em sala de aula pelo professor. Ao final serão confeccionados cartazes e textos para a apresentação da culminância. A mídia a ser utilizada será o texto impresso contido nos jornais. A metodologia a ser aplicada neste projeto terá como base a igualdade do conhecimento dos alunos em Língua Portuguesa, buscando um melhor aperfeiçoamento da linguagem escrita e domínio da mídia impressa.
• 1º Passo – Elaboração do plano de aula pelo professor incluindo os gêneros textuais;
• 2º Passo – Seleção dos jornais impressos a serem levados para a leitura em sala de aula;
• 3º Passo – Leitura dos jornais impressos pelos alunos em sala de aula;
• 4º Passo – Aula expositiva para apresentação dos gêneros textuais contidos nos jornais, sendo dedicadas duas aulas para cada gênero, os quais são: editorial, artigo de opinião, notícia, reportagem, crônica, carta ao leitor, entrevista, debate, manchete, charge, cartoon e humorístico;
• 5º Passo – Reler as matérias jornalísticas no jornal impresso e selecionar algumas para debate em sala de aula sobre o gênero textual apresentado;
• 6º Passo – Propor aos alunos diálogo em pares para facilitar a compreensão do assunto;
• 7º Passo – Escrever textos conforme os gêneros trabalhados;
• 8º Passo – Troca de textos entre os alunos para correção da ortografia e melhoramento dos textos;
• 9º Passo – Exposição dos textos na aula de Língua Portuguesa;
• 10º Passo – Culminância e apresentação dos textos produzidos em forma de Seminário sobre os gêneros textuais.

4.3 Critérios de avaliação

             A avaliação será contínua durante todo o desenvolvimento do projeto, devendo observar para isso os seguintes critérios:
• Assiduidade, frequência e participação dos alunos no decorrer das atividades;
• Participação e a interatividade tanto individual como em grupo;
• Produção escrita dos alunos;
• Apresentação oral dos alunos na culminância do projeto.


5 RESULTADOS ESPERADOS

              Espera-se que os alunos:

• Conheçam a linguagem dos textos jornalísticos e façam uso adequado dos mesmos em sua comunicação diária tanto na escola quanto no ambiente familiar;
• Compreendam as características dos gêneros textuais contidos no jornal impresso;
• Entendam a relevância dos gêneros textuais para a aprendizagem da língua escrita e ampliação do vocabulário da Língua Portuguesa;
• Sejam capazes de ler os textos jornalísticos;
• Produzam textos escritos a partir dos gêneros lidos;
• Ampliem o entendimento sobre o uso do jornal enquanto mídia impressa, aprimorando o diálogo e a comunicação.


REFERÊNCIAS


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Informação e documentação: trabalhos acadêmicos – apresentação. Rio de Janeiro: 2011.


BRITTO, Luiz Percival Leme. Verdades perigosas. In. Na Ponta do Lápis: Olimpíada de Língua Portuguesa. Ano VII, nº 18, dezembro de 2011.


BAKHTIN, M. Problemas na poética de Dostoiévski. 4. ed. Trad. de Paulo Bezerra. Rio de Janeiro: Forense/ Universitária, 1994.


COSTA VAL, Maria da Graça da. Redação e textualidade. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2004.


MACHADO, I. Texto & gêneros: fronteiras. In: DIETZSCH, M. J. M. (org.) Espaços da linguagem na educação. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1999.


MARCUSHI. Luís Antônio. Processos de produção textual. In: _______. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.











AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: gêneros textuais em questão

AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS E AS CHARGES: gêneros textuais em questão



Rubenil da Silva Oliveira



A formação de leitores na escola continua sendo uma problemática face às exigências de uma sociedade letrada. Por essas exigências os gêneros textuais em questão – as histórias em quadrinhos (HQ’s) e as charges - ganham maior relevância, uma vez que podem ser utilizados de forma interdisciplinar, como marca perceptível nos diversos exames e concursos da atualidade.

Sobre as histórias em quadrinhos Waldomiro Vergueiro et al (2007, p. 21) diz que:


Ainda que esta atividade tenha sido inicialmente vista com estranheza pela sociedade – a começar por aqueles professores que haviam crescido na época em que os malefícios da leitura de quadrinhos faziam parte do senso comum -, a evolução dos tempos funcionou favoravelmente à linguagem das HQ’s evidenciando seus benefícios para o ensino e garantindo sua presença no ambiente escolar formal. Mais recentemente, em muitos países, os próprios órgãos oficiais de educação passaram a reconhecer a importância de se inserir as histórias em quadrinhos no currículo escolar, desenvolvendo orientações específicas para isso. É o que aconteceu no Brasil, por exemplo, onde o emprego das histórias em quadrinhos já é reconhecido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s).


Considerando o excerto acima se constata que o advento da Linguística Textual nos anos 70 e 80 do século XX favoreceu a inserção de novas fontes de leitura nas escolas, que não só as obras literárias classificadas como clássicas. Além do mais se admite que as crianças se identifiquem mais facilmente com as personagens e linguagem da HQ, por possibilitar a junção de imagem e texto que com personagens como Bentinho ou Capitu, presentes em Dom Casmurro, de Machado de Assis, não que deva desprezar os últimos. Mas que é mais fácil um indivíduo em processo de formação no ensino fundamental se identificar com uma criança como Chico Bento, de Maurício de Sousa, que traz marcas de sua própria cultura e linguagem que com uma personagem adulta e de personalidade complexa.

Isto ainda se explica pela representação da linguagem presente na cultura de massas, ou seja, a proximidade com a linguagem do cotidiano. Também o exercício da imaginação, acessibilidade, baixo custo e a utilização apropriada a qualquer faixa etária são motivos que ajudaram a desmitificar o preconceito construído pelos academicistas sobre o uso das HQ’s nas escolas. Os pontos negativos da utilização desse gênero textual são o vocabulário de fácil comunicação em detrimento da linguagem formal e a visão do senso comum, de que a HQ é apenas para o entretenimento.

Sendo assim, a HQ traz um conjunto de informações que pode auxiliar na formação de leitores tanto dos pequenos quanto dos adultos dependendo apenas de como é inserida essa leitura no ambiente escolar e nas diversas disciplinas que compõem o currículo – da Língua Portuguesa à Arte. Já em relação à desvantagem da sua utilização em sala de aula, acredita-se que essa se deve à existência do conceito de escola como ambiente formal de aprendizagem arraigada ao senso comum, que a leitura para o entretenimento, como se via a HQ no início da sua história não era uma leitura apropriada para a formação das mentes que governariam a sociedade, fruto conceptual da educação elitista.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (Brasil, 2000) trazem como uma das finalidades do ensino de Língua Portuguesa para o ensino fundamental a capacidade de o aluno fazer uso das diferentes linguagens – verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal. Nessa perspectiva, as formas citadas serviriam como suporte para viabilizar as situações e intenções comunicativas. Como exemplo, dessas formas citam-se as HQ’s e as charges, ambas pertencentes ao gênero quadrinhos, são representativas da cultura de massa, advento da art pop, misturam imagem e texto, linguagem cotidiana, podem ser inseridas nos jornais impressos e possibilitam uma ampla leitura e um público leitor sem limite de faixa etária. Mas trazem diferenças em relação aos fatos, contextos e temas apresentados, a HQ trata de fatos universais sem a presença de um específico, época ou cultura, ou seja é atemporal, quanto aos temas, são de caráter universal e podem ser compreendidos em qualquer parte do mundo. Já as charges tratam de fatos específicos, têm contexto temporal, depende necessariamente do conhecimento de mundo do leitor para entendê-la, porque fora do seu contexto ou época ela perde a sua relevância e ainda tem efeito humorístico, colocado em tom de sátira.

No que se refere aos passos para a elaboração de uma história em quadrinhos em sala de aula Elen Campos Caiado [sd] cita os seguintes:

1. Argumento – ponto de vista da trama, ressaltando as partes – início, meio e fim – de modo resumido;

2. Escaleta – organização lógica e racional das cenas, como meio de garantir o elo da trama;

3. Roteiro – descrição das cenas, cenários, diálogos, personagens, enredo, dramas e a finalização;

4. Traço – definição do estilo de desenho a ser usado, tonalidades de luz e cor e densidade;

5. Formato – número de páginas, o uso desse passo é o marco determinante do ritmo da narrativa;

6. Distribuição do espaço gráfico/croquis – responsável pela definição do formato da HQ, por meio de rabiscos da história, reservando os espaços para a legenda e os diálogos;

7. O lápis – instrumento utilizado pelo desenhista para dar a definição de seu traço;

8. Arte-final – fase de acabamento, que vai dos traços das tintas até o momento da coloração das ilustrações;

9. Lettering – momento de edição do texto;

10. Capa – meio de chamar a atenção do leitor;

11. Contracapas – traz os créditos e textos adicionais;

12. Revisão geral de texto e imagens – verificação de possíveis erros;

13. Prova gráfica – conferência se tudo saiu conforme solicitado;

14. Impressão – etapa voltada à produção comercial, na qual se estabelece um orçamento, cronograma e previsão de tiragem, compete à editora responsável;

15. Distribuição – essa etapa compete aos envolvidos no trabalho, se para a produção comercial, um acordo entre empresas, se trabalho em sala de aula, entre professor e alunos.



REFERÊNCIAS



BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental – 5ª a 8ª séries: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 2000.



CAIADO, Elen Campos. Como construir histórias em quadrinhos com os alunos. Disponível em . Acesso em 01.jun.2012, às 23h e 30min.



VERGUEIRO, Waldomiro et al. Como usar as histórias em quadrinhos em sala de aula. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2007.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

NAVEGANDO PELO WIKCIONÁRIO


Ao navegarmos na primeira página do Wikcionário somos guiados a conhecermos o maior dicionário disponível na Internet com mais de um milhão de verbetes. Após consulta a verbetes comuns no Maranhão inseri no referido ambiente a definição do verbete cuxá, visto que o mesmo ainda não se encontrava disponível. Então, o que se nota nesse ambiente é que usando da ferramenta Wiki o estudante é o responsável por sua criação, tornando-se autônomo e produtor de seus próprios textos, por isso, a tecnologia pode ser apontada como a principal ferramenta de apoio à aprendizagem do aluno no atual contexto.

NAVEGANDO PELA WIKIPÉDIA

         A pesquisa usando o site Wikipédia traz muitas informações, visto que no momento em consultei ao referido havia 719.357 artigos disponíveis em língua portuguesa. Buscando os recursos disponíveis na página recorri ao Wikcionário para pesquisar alguns termos referentes ao Maranhão, mas acabei por não encontrar verbetes como cuxá, cacuriá, terecô, tambor de crioula e mocotó, o que demonstra que mesmo diante do exorbitante número de informações e palavras disponíveis ainda faltam algumas a serem inseridas nos dicionários. Para completar a atividade foram pesquisadas as palavras abaixo:
Conceição do Lago-Açu – Município brasileiro do estado do Maranhão.
Tapioca – sf. 1. Alimento (beiju); 2. Alimento preparado com polvilho, sal e água.
Curimatá – sm. Espécie de peixe típico da região amazônica.
Biana – sf. Pequena embarcação.
Maranhão – Estado brasileiro localizado no oeste da Região Nordeste do Brasil; faz divisa com Piauí ao leste; Tocantins ao sul e sudoeste; Pará ao oeste; ao norte possui divisa com o Oceano Atlântico; sua capital é São Luís.
Bacaba – Palmeira nativa da Amazônia, presente também no Maranhão; seu nome científico é Oenocarpus bacaba.
São Paulo – Cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo; maior cidade do Brasil.
         Não foi possível encontrar todos os termos pesquisados, o que demonstra que os mesmos são verbetes regionalizados, ou seja, demarcam a presença da variação linguística regional, principalmente, no que se refere à culinária e cultura maranhense. Para melhorar os verbetes encontrados carecem de acréscimos na sua significação.



PLANEJANDO UMA ATIVIDADE COM HIPERTEXTO OU INTERNET

ESTADO DO MARANHÃO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO - SEDUC
UNIDADE REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE BACABAL
CENTRO DE ENSINO ESTADO DO CEARÁ

PLANO DE AULA

AUTOR

Rubenil da Silva Oliveira

ESTRUTURA CURRICULAR

Modalidade de ensino: Ensino médio regular
Componente curricular: Língua Portuguesa
Tema: Variação linguística, conceitos, classificação, análise e reflexão sobre as linguagens.
Série: 1ª                 Turmas: D, E e F                    Turno: Vespertino
Período: 03 a 07 de maio de 2012

ESTRUTURA DA AULA

O que o aluno poderá aprender com esta aula?

• Os fatores que influenciam as mudanças na língua materna: geografia, idade, sexo, situação social, grau de formalidade e história;
• As variações de registro na língua, também as variações na pronúncia e na sintaxe;
• A diferença entre os dialetos e os registros;
• Identificação do humor presente na linguagem do texto com variação geográfica regional.

Qual a duração das atividades?

5 aulas de 50 minutos.

Que conhecimentos prévios foram trabalhados pelo professor com o aluno?

• Demonstrar habilidades básicas de leitura e produção de síntese;
• Demonstrar habilidades básicas de comunicação e linguagem.

Que estratégias e recursos serão utilizados na aula?

• Leituras de textos e exercícios individuais e em grupo;
• Debate;
• Utilização do laboratório de Informática para pesquisa e leitura usando o computador;

AULA 1

Atividade 1

Para motivar a turma o professor levará os alunos para o laboratório de informática, onde os dividirá em grupos formados por três alunos por computador para a leitura da crônica “Antigamente”, de Carlos Drummond de Andrade, contida no site a seguir:
http://www.algumapoesia.com.br/drummond.htm

Depois de realizada a leitura da crônica os alunos deverão responder as seguintes questões:
1. Extrair do texto lido 10 palavras ou expressões usadas antigamente.
2. Reescrever as palavras usando o vocabulário atual.
3. Escrever um parágrafo comentando a importância da evolução da língua para a comunicação nas sociedades.

AULA 2

Atividade 1

O professor dará continuidade à aula usando o laboratório de informática, na oportunidade os alunos pesquisarão sobre as variações linguísticas em diversos sites e visitarão o site de vídeos do youtube para assistir a vídeos que tratem do tema em estudo. Os sites a serem visitados pelos alunos serão:
http://www.brasilescola.com/gramatica/variacoes-linguisticas.htm
http://educacao.uol.com.br/portugues/variacoes-linguisticas-o-modo-de-falar-do-brasileiro.jhtm
http://www.portugues.com.br/redacao/tipos-variacoes-linguisticas.html
http://www.youtube.com/watch?v=DRyCUu5lHiY
http://www.youtube.com/watch?v=EpoOylCsaWw&feature=related

Depois de concluída a leitura aos sites indicados para a pesquisa, responda ao que se pede nas questões a seguir.
1. O que são variações linguísticas?
2. Como se classificam as variações linguísticas?
3. Que são dialetos?
4. Que são registros?
5. Elabore um quadro-síntese com as principais diferenças entre as variações linguísticas estudadas.

AULA 3

Atividade 1

O professor levará os alunos para a sala de aula para que eles pesquisem sobre as gírias utilizadas no processo de comunicação nos seguintes sites:
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/giria.htm
http://www.cambalacho.com/2009/07/40-girias-antigas-que-cairam-em-desuso.html
http://vilamulher.terra.com.br/desvendando-as-girias-dos-adolescentes-8-1-57-33.html
http://www.youtube.com/watch?v=FRtr9oXVlPQ

Depois de concluída a leitura sobre as gírias, responda às questões abaixo.
1. O que são gírias?
2. Como surgiram as gírias?
3. Por que os adultos e idosos nem sempre conhecem as gírias usadas por jovens e adolescentes?
4. Faça uma lista com as gírias mais usadas onde você mora e na sua escola.

AULA 4

O professor irá orientar a leitura da atividade proposta no livro didático dos alunos para que os mesmos a respondam. Depois de concluída a etapa de resolução da atividade o professor irá postá-la no blog “Para escrever é só começar”. Na oportunidade, os alunos juntamente com o professor irão acessar o blog mencionado e verificarão a atividade, além de o professor ensiná-los como inserir os comentários nas atividades. O link para acesso ao blog é: http://rubenilportlit.blogspot.com.br/

Atividade 1

O texto de humor que segue foi veiculado na internet. Leia-o e responda às questões propostas. O link do texto na internet é:
http://aulasdelinguaportuguesaeliteratura.blogspot.com.br/2011/03/atividade-1-variacoes-linguisticas.html

1. O texto retrata várias cenas de assalto, cada uma delas situada em um Estado ou região diferente do país. A cada fala do assaltante tem sempre o mesmo conteúdo, enquanto o uso da linguagem e o modo como o assalto é conduzido mudam de uma situação para outra. Identifique em cada uma das cenas duas palavras ou expressões próprias do:
a) nordestino;
b) mineiro;
c) gaúcho;
d) carioca;
e) baiano;
f) paulista.

2. Além da linguagem, o texto também revela comportamentos ou hábitos que supostamente caracterizam o povo de diferentes Estados ou regiões. O que caracteriza, por exemplo:
a) o nordestino?
b) o baiano?
c) o paulista?

AULA 05

Atividade 1

Para a execução dessa atividade os alunos serão conduzidos ao laboratório de Informática e serão orientados a acessar o blog “Para escrever é só começar” e postar as respostas dadas às questões propostas na atividade da aula anterior na forma de comentários da postagem feita pelo professor.

AVALIAÇÃO

A avaliação será individual e processual, devendo observar a participação e o envolvimento dos alunos durante todas as aulas e as respostas dadas às atividades propostas durante as aulas.

REFERÊNCIAS

CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português – Linguagens: Literatura, Produção de texto e Gramática. volume 1. 7. ed. reform. São Paulo: Saraiva, 2010.





CONCEITO DE HIPERTEXTO

Ao pesquisar o conceito de hipertexto o que mais me chamou atenção foi o conceito dado por Ferrari (2010, p. 66) ao afirmar que:

"O hipertexto pode ser definido também como um documento digital composto por diversos blocos de textos interconectados através de links, que possibilitam o avanço da leitura de forma aleatória. Na Web, cada endereço pode ser compreendido como um nó da rede, e os links podem remeter tanto para outras páginas do mesmo site como também para outro site."

Após a leitura do conceito de hipertexto, pode-se afirmar que convém se denominar hipertexto, todo e qualquer documento (texto, imagem e som) disponível na rede mundial de comunicação que se conecta a outro por meio de links e, que permite uma leitura não linear.

NAVEGAÇÃO EM HIPERTEXTO

           Ao acessar o site do Portal do Professor naveguei livremente pelas diversas opções disponível sendo a primeira delas Sugestões de Aula, na oportunidade li a aula “Funções da linguagem na construção textual”, da professora Giuliana Ribeiro Carvalho e de coautoria da professora Aparecida Clemilda Porto.
           A impressão primeira é de que a internet é um espaço livre onde você pode navegar à vontade em busca de novos horizontes que satisfaçam a sua curiosidade.
          As diferenças percebidas se referem basicamente à sensação de liberdade atingida, pois as informações adquiridas ao longo da navegação nos dão a possibilidade de reorientar a nossa aprendizagem e, uma vez tendo alcançado esse novo conhecimento, vislumbra-se a necessidade de transmitir essa aprendizagem à prática docente.
          Não me perdi durante a navegação, porque já tinha usado desse site em oportunidades anteriores, então se torna fácil, por ser um ambiente já familiar. O ganho nesse tipo de atividade consiste especialmente na aquisição de maiores descobertas e sem restrições ao comando de uma leitura linear, ganho só conseguido pela liberdade funcional permitida no uso dos hipertextos.

sábado, 14 de abril de 2012

TECNOLOGIA NA SOCIEDADE, NA VIDA E NA ESCOLA

A modernidade trouxe consigo a disseminação das tecnologias, especialmente nas últimas décadas do século XX e no primeiro decênio do século XXI ocasionando mudanças no mercado de trabalho, nas residências e também na escola. Isso porque o modelo vigente implica numa nova postura da sociedade.
Essa nova dimensão atingida se deve à rapidez com que as informações são veiculadas com o uso e popularização da Informática e a influência que essa exerce sobre a vida social. Nem mesmo a escola permaneceu inerte a tais mudanças, uma vez que ela é também um microcosmo social. O certo é que as mudanças produzidas no contexto social resultaram em novos desafios para o sistema educacional – a autonomia do aluno e a formação de professores.
Diante dessas mudanças o desafio da construção da autonomia do aluno como sujeito da aprendizagem consiste em oportunizar ao aluno o uso das tecnologias na escola para a aquisição de uma melhor aprendizagem. O uso das tecnologias possibilita ao aluno uma maior reflexão sobre a construção desse produto – a aprendizagem.
O desafio da formação de professores se dá especialmente na construção de um novo profissional capaz de compreender e usar na prática docente a abordagem crítico-social dos conteúdos. Desse modo incorpora-se um novo perfil e identidade do professor que usa das tecnologias como recurso didático e ainda faz uso da metodologia de projetos como forma de alcançar a aprendizagem e autonomia dos alunos.

TECNOLOGIAS NA MINHA ESCOLA

ANÁLISE DO USO DAS TECNOLOGIAS NA ESCOLA

IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA

Escola: Centro de Ensino Estado do Ceará
Número de docentes da escola: 64
Número de docentes entrevistados: 10

TECNOLOGIAS POTENCIALIZADORAS

As tecnologias potencializam o ensino e a aprendizagem, por isso ganharam espaço nas escolas. De acordo com as entrevistas realizadas notou-se que a tecnologia mais utilizada é o texto impresso (80%), seguido pelas apresentações multimídia (10%), vídeos (5%), áudio (3%) e hipertextos (2%). As demais tecnologias mencionadas não foram citadas. Isso se deve ao não uso das mesmas, devido ao fato de os professores não saberem utilizá-las e/ou não terem mídias suficientes para o atendimento à demanda da escola, pois em funcionamento só tem 01 data-show para ser usado em 12 salas de aula.

POSTURA DOS ALUNOS

A postura dos alunos não chega a cumprir o papel de torná-los seres autônomos, pois a maioria se comporta apenas como ser passivo diante das tecnologias disponíveis.

TECNOLOGIAS POTENCIALIZADORAS DA INTERAÇÃO

As tecnologias potencializadoras da interação não são utilizadas eficazmente no CE Estado do Ceará, por falta de estratégias e conhecimento dos professores sobre o uso das mesmas, além da pouca oferta de tecnologias para a demanda da escola.

REFERÊNCIA

TECNOLOGIA NA ESCOLA. Disponível em
Acesso em 28.mar.2012. Ás 21 horas.

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

O vídeo sobre “Educação e Tecnologia”, a que assistir é do professor Ladislau Dowbor, ele nos traz duas teses interessantes na mediação da educação pelas tecnologias como forma de possibilitar a interação entre os indivíduos: uma escola menos lecionadora e o volume exorbitante de informações. A educação mediada pelas tecnologias é uma exigência das sociedades contemporâneas, uma vez que em 92% dos lares se convive com a presença da televisão e até mesmo as empresas já buscam a mediação das tecnologias na requalificação dos seus funcionários. Daí, o surgimento da oferta de novos cursos e a demanda da sociedade pelos mesmos. Além disso, a mudança do modelo de escola, que deixa de ser transmissora do conhecimento e passa a mediar à construção do conhecimento para que o indivíduo se torne um ser autônomo. Portanto, deve-se primar pela interação, onde todos possam ser sujeitos e objetos na aquisição de saberes e práticas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

VISÃO DA PRÁTICA DOCENTE

Ser professor hoje é uma atitude antitética vislumbra-se o futuro, porém são usadas práticas tradicionais, presenciam-se as tecnologias e permanece-se aprisionado ao quadro e giz. Atribui-se ao docente a missão redentora de oportunizar o ensino e a aprendizagem a quem necessita, mas não são oportunizadas as condições necessárias para tal. E, ainda se convive com um quadro de mazelas sociais que não apresentam uma sinalização de resolução.
Cabe ao professor hoje dominar os conteúdos de sua área; entender os estilos de aprendizagem dos alunos; saber ensinar, criando situações que levem o aluno a encontrar sentido para aquilo que está aprendendo; conhecer e saber usar as tecnologias disponíveis no sistema escolar; entender as implicações do uso das tecnologias e mídias nos processos de ensino e aprendizagem. Essas são exigências legais para o docente de hoje.
Todavia, nota-se que elas não se concretizam, uma vez que muitos professores apresentam resistência ao uso das mídias e tecnologias e ainda o acompanhamento do desenvolvimento de todos os alunos fica prejudicado devido à superlotação das salas de aula e à carga excessiva de trabalho dos primeiros.
Mesmo sendo lugar – comum, diante do panorama atual me pergunto quase todos os dias quem sou eu como professor? O que fazer para contribuir com a satisfação das necessidades de aprendizagem dos meus alunos? Os recursos utilizados nas minhas aulas possibilitam a tão sonhada autonomia dos discentes como idealizada por teóricos com uma realidade distante da minha? Isto, porque certamente eles não convivem com alunos adolescentes que trabalham pra ajudar no sustento familiar, pois os pais sobrevivem apenas de “bicos” e dos famigerados benefícios sociais. Mesmo na sua pouca idade convivem com as drogas ilícitas no seu entorno e/ou são usuários, vítimas do preconceito racial ou da homofobia, vítimas da exploração sexual como forma de manter a sua sustentabilidade.
Pode ser afirmado que procuro cumprir às exigências legais – do domínio de conteúdo ao uso das tecnologias e mídias disponíveis – sempre que posso estou em busca de qualificação e sou esperançoso de que um dia irei conseguir ser um profissional melhor. Logo, não posso pensar em ser um professor ideal se não pensar na mudança dos alunos que tenho, ajudando-os na transformação de seres reais em ideais.

QUADRO E GIZ, ATÉ QUANDO?

A história da educação aponta numa perspectiva diacrônica a sinalização de diversos instrumentos necessários à práxis educativa. Nessa, citam-se as tecnologias da informação e comunicação, porém ainda presenciamos práticas semelhantes às apresentadas nas páginas amareladas de livros de edições já gastas com a ação temporal.
Desde a década de 1980, conforme a professora Maria Elizabeth Bianconcini Almeida há uma preocupação com a formação de docentes para que esses incorporem às suas ações em sala de aula o uso das tecnologias. Considerando a fala da autora nota-se que existe uma contradição entre o real e o ideal, pois em muitas escolas ainda não são vistas com efetividade ações voltadas para o uso das tecnologias. Mesmo que se viva numa sociedade informatizada muitos docentes ainda não fazem uso delas, por exemplo, a resistência quanto à informatização dos diários escolares e o não uso cotidiano dos laboratórios de informática das escolas públicas estaduais pelos professores e alunos.
O fato de parte dos docentes resistirem à presença das tecnologias na escola está no mito de que elas vieram para tomar o espaço ocupado pelo homem. Na contramão a essa defasada opinião, pode-se afirmar que o uso das tecnologias possibilita uma melhor aprendizagem dos alunos, não cabendo mais a crença na ideia de que inovar não é preciso. No início do século XX, Fernando Pessoa, modernista português, dizia em um dos seus clássicos poemas que “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Sendo essa acepção em tempos de internet mais afirmativa e precisa que antes.
Portanto, os tempos mudaram, dividindo opiniões, pois de um lado pode-se afirmar que quadro e giz são recursos que limitam a potencialidade dos alunos que anseiam por criar, por inovar, viver o seu tempo e não reduzidos a uma capacidade néscia por medo da inovação. Do outro que o uso desses recursos depende obrigatoriamente de um planejamento adequado dos docentes para a otimização da aprendizagem. Nesse sentido, capacitar-se é palavra de ordem para a construção de mentes ativas e brilhantes, sem medos e arcaísmos reducionistas.



REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini. Tecnologias trazem o mundo para a escola. Disponível em . Acesso em 23.mar.2012, às 17h e 20min.


TECNOLOGIA NA SOCIEDADE, NA VIDA E NA ESCOLA. Disponível em < http://eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mod86886/unidade%201/pg1.html>. Acesso em 23.mar.2012, às 17h e 45min.


TORRALVO, Izeti Fragata; MINCHILLO, Carlos Cortez. Linguagem em movimento: Língua Portuguesa. 1. ed. Vol. I. São Paulo: FTD, 2010.

Para escrever é preciso...

Para redigir um bom texto não é condição necessária ser um grande escritor, basta que você se disponha a escrever uma letra de cada vez. Conte suas histórias e experiências, transforme o que você vivenciou em ficção e assim viverá melhor.